Rua Flávio Fongaro, 126 - Vila Marlene
São Bernardo do Campo - SP

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A Paróquia
Como surgiu a Capela Nossa Senhora de Fátima

CIMG3761Vamos conhecer, resumidamente, a história da nossa Paróquia que, completa 48 anos em outubro de 2014. Nossa jornada tem início na década de 1950. Não havia igreja, somente poucas casas, na Vila Marlene. As aulas de catecismo eram ministradas pelo Sr. Luis Maia, nas próprias residências das crianças, ou no local onde hoje é o “Bar do Bosco”. Era preciso conseguir logo um terreno para construir a igreja, pois o Bairro crescia.

O terreno foi doado pela Prefeitura. No entanto, por volta de 1955, apareceu o verdadeiro dono do terreno, que queria receber por sua venda a quantia de CR$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros), de uma só vez. Preocupados, os moradores recorreram a Dom Jorge Marcos de Oliveira, na época, Bispo da Diocese de Santo André, que emprestou o dinheiro. Em 1956, para demarcar o terreno, foi levantado um cruzeiro, que ali se manteve, até a construção da atual Igreja.

Pioneiro, não só na evangelização, como também na luta pela construção de uma Capela inicial para funcionar provisoriamente como igreja do Bairro, o Sr. Maia instituiu o conhecido “Livro de Ouro”, para registrar as doações arrecadadas de porta em porta, entre todos os fiéis do lugar. Para angariar recursos, as quermesses deram lugar às reuniões sociais da comunidade, ao mesmo tempo que angariavam gota a gota, os indispensáveis recursos para erguer uma Capela. Foi um começo alegre, e ao mesmo tempo, trabalhoso, que contou com a energia de toda a comunidade. Eram realizadas em frente das casas dos moradores, como as famílias Paulon e Gutierrez, que cediam garagens e lampiões para iluminar as barracas, pois não havia luz no Bairro. Todo o sacrifício em prol do culto de Cristo era bem vindo e prosperava!

Em 1957, a Capela começou a ser construída, nos finais de semana e feriados, quando os moradores faziam mutirão. As mulheres e crianças ajudavam transportando água do poço da casa da família Batista, pois não havia água encanada, na rua. A obra estava sob o comando do Sr. Fiori, que morava na rua Edgar Gerson Barbosa. Entre os colaboradores estavam Marino e José Palomares, Barbosa, João Colombo, Álvaro Martins, Pinheiro, Paulon, Alípio, Mário Chiconelli, Dr. Ferramenta, Marcos da Cunha e muitos outros. Todos abnegados, trabalhavam com alegria e viram a humilde obra prosperar… Deus seja louvado! . . .

Bancos para acomodar os fiéis foram construídos pela própria Comunidade, que também doou o Altar-Mór, o primeiro sino e o Sacrário. A imagem de Nossa Senhora de Fátima foi doada pelo Dr. Ferramenta, então médico da Santa Casa de Misericórdia de Santos e morador do Parque Anchieta. Nossa padroeira veio de Portugal para o Porto de Santos, de onde saiu, em caravana, para o Bairro, pela Via Anchieta, em uma caminhonete enfeitada com flores.

As primeiras cerimônias de Primeira Eucaristia foram realizadas na Igreja São João Batista, de Rudge Ramos. Quando foi inaugurada a Capela, já havia mais catequistas, como Odila Palomares, Hilda, Adélio e Olégna. A Capela estava pronta, mas já se mostrava insuficiente para abrigar aquela entusiasmada Comunidade de fiéis que crescia sempre. Era imprescindível ampliá-la. Então, os mutirões continuaram. Nesse período, a Comunidade acolheu os padres Fiorente Élena, figura carismática em SBC – que participou ativamente com energia das obras –, Antoninho e Pedro, entre outros. Com muitas barracas, a quermesse passou a ser feita, então, ao redor da Capela, alcançando ainda o terreno onde hoje está a Padaria Levi. O leilão de prendas, muito frequentado e bastante entusiasmado, tornou-se tradição importante, tendo como leiloeiro oficial, Marino Palomares, figura muito querida no lugar.
Em 1958, criou-se o Apostolado da Oração, que, além do glorioso ofício das orações, ajudava as pessoas carentes e trazia os casais, ainda unidos pelo sacramento do matrimônio, para santificar sua união. Foi formada, ainda, a Pia União dos Congregados Marianos, que contava com quase 60 homens e teve origem em uma partida de futebol combinada com as Filhas de Maria. Nesta época também foi criada a Cruzada Eucarística, que reunião as crianças de toda a Comunidade e que ficou responsável pelos cantos durante as celebrações.

Em 1960, como Capela da Paróquia da Santíssima Virgem, só havia celebração de missa aos domingos. À noite, rezava-se o terço na Capela e nas casas. Luiz Fernando, filho de Luís Maia, foi o primeiro coroinha da Capela, tendo que aprender latim para ajudar o Pe. Mario Balestra nas celebrações. Já, em 1961, a família Palomares e o Pe. Balestra assumiram a presidência da Comissão organizadora da Capela, incentivando a formação das congregações.

Em 1963, os padres missionários vieram pela primeira vez em nossa Capela, levando, ao lado do Sr. Luís Maia e do Apostolado, a oração às casas. Nesta época, faziam parte da Comissão, a família Ranelucci, João Colombo, José Palomares, Alípio, Jeremias, Adélio, Marino Palomares, Castro e José Basso, entre outros.
Três anos depois, em seis de outubro de 1966, nasceria a Paróquia Nossa Senhora de Fátima.

Paróquia Nossa Senhora de Fátima: 48 anos de história e luta

A segunda parte da nossa história começa em 06 de outubro de 1966, quando Dom Jorge Marcos de Oliveira, então Bispo da Diocese de Santo André, assinou o Decreto (protocolo nº 3.628/9) que “desmembrava” da Paróquia da Santíssima Virgem o território onde se erigiu, canonicamente, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em razão do crescimento da população e da grande extensão territorial por ela ocupada.

Em 28 de dezembro de 1966, foi nomeado o primeiro Pároco, ou “Vigário-Fabriqueiro”, Padre Luiz Massa, que acabara de chegar da Itália. A luta recomeçava e as conquistas foram surgindo. E, o sonho maior, a construção de uma nova Igreja Matriz, tomava forma. A campanha para a compra de materiais e donativos teve início em meados de 1969. A construção teve início em julho desse mesmo ano. Muitos não alcançaram a graça de ver a conquista. Mas, dois anos depois, em outubro de 1971, a Igreja Matriz já era uma realidade, fruto do trabalho comunitário. Estendia seus braços ao Povo de Deus, espalhado nas várias vilas que compõem a jurisdição paroquial de Vila Marlene, Vila Dayse, Parque São Diogo, Vila São João, Jardim Três Marias, Parque Anchieta, Jardim Antares, Jardim Hollywood, Jardim Copacabana, Jardim Silvestre e Vila Tereza. A participação dessas Vilas foi fundamental para o crescimento da Comunidade, e até mesmo, o surgimento de outras, proporcionando uma proveitosa troca mútua de experiências.

Para a construção da nova Igreja Matriz, destacamos o empenho da família Colombo (serviços de serralheria e carretos) e dos pedreiros João Vicalvi e Afonso Vila Doce, espanhóis que ainda residem na Rua Manoel Fernandes Lopes, antiga Rua E, daquele Loteamento imobiliário.Nesta época, foram formados novos grupos, destacando-se a criação do Coro, formado por cerca de 20 pessoas, sob a orientação e o comando da Professora Helena e o grupo de jovens, do qual participavam quase 40 integrantes que sempre se mostrou muito atuante e produtivo.

São dignas de registro, também, algumas doações, como os quadros da Via Sacra, os bancos e o Altar-Móor, doados por Rosa Rosolem, Presidente do, então reformulado Apostolado da Oração.

Foi, igualmente, realizada uma Campanha especial, para a qual, cada família do Bairro doava Cr$ 50 (cinqüenta cruzeiros), recursos que seriam revertidos para o custeio da mão-de-obra profissional.

As quermesses dos meses de maio continuavam com o leilão. Mas já havia outra tradição: o Bolo, muito famoso e apreciado! Quem primeiro decidiu doá-lo para distribuição, na Comunidade, foram os senhores Nivaldo Gozzo, farmacêutico atuante até hoje na Rua Mario Fongaro e Norberto, comerciante, proprietário de um açougue na mesma Rua, com colaboração do padeiro Júlio. Em 1971, o Bolo da inauguração da nova Igreja Matriz pesou 400 quilos (!), devidamente acomodados em uma carroceria de caminhão.
Nessa época, muitos ajudavam o Pe. Luiz Massa na arrecadação de prendas para o leilão, as quais ficavam num barracão ao lado da casa do Sr. Augusto, responsável, juntamente com seus familiares, e amigos, pela organização das festas.

A primeira pintura da nova Igreja, feita a cal azul, também foi contribuição do Sr. Augusto. Já, Dona Dulce, coordenava, nas festas juninas, a dança da quadrilha, congregando jovens e crianças.

A Paróquia tinha uma nova Igreja Matriz. Mas faltava um local adequado para os encontros de catequese e demais atividades da Comunidade. Mais um passo foi dado quando a Comunidade e o Pe. Massa lutaram para conseguir um terreno próximo à Igreja, para construir o Centro Comunitário, local prometido pelo então Prefeito Pinotti, conforme documentos e fotografias em mãos da Comunidade. Em abril de 1985, a Comunidade e o Frei José Manfroi, conseguem, com o Prefeito Aron Galante, a concessão real de uso de uma área próxima. Então, no dia 06 de outubro desse mesmo ano, foi lançada a pedra fundamenta do Centro Comunitário.

O Pe. Luis Massa, após onze anos à frente da Paróquia afastou-se e novos padres foram chegando e dando continuidade à caminhada, como o Vigário substituto, Vicente Russo (1973). E os vigários-ecônomos, Pe. Walter Arnildo Seidl (1980) e Oralino Zanchim (1982).

Em 1982, foram realizadas novas festas e a Campanha para a substituição do piso da Igreja – com cacos de granito – que decoraram a Igreja até a década de 1990. No ano seguinte, em 1983, dois padres passaram por nossa Paróquia: Danilo Ravanello, Vigário-ecônomo a partir de 01 de janeiro; e o Pe. Luís de Souza Ávila, nomeado Pároco em 30 de dezembro, que permaneceu menos de um ano na Comunidade. Com a saída inesperada do Pe. Ávila assume temporariamente, aos 15 de fevereiro de 1985, o Frei José Manfroi o.f.m. cap., que ali permaneceu até o final de 1986. Neste período, os padres Luis Girotti e Ronaldo, se prontificaram a acompanhar a Comunidade da Capela Imaculada Conceição, cujo trabalho de construção estava prestes a se iniciar. Em 8 de dezembro de 1986, foi colocada a pedra fundamental da Capela da Imaculada Conceição, mais um marco no crescimento da Paróquia.

No dia 26 do mesmo mês, o Frei Antônio Luiz de Araújo, ofm cap., assumiu como administrador paroquial. Muitas famílias e moradores da Comunidade trabalharam incansavelmente neste período para ajudar nas obras da Paróquia, entre eles: Orides Boim, Expedito Mendonça, Leonel Granjo, Rubens Soares (Rubinho), Claudio Dessoti, José Madeira, Nelson Braga, Aparecida Chicaroni, Galeano, Inês Olmo, Sergio e Nanci Scotton, Ito e Palmira de Gobbi, D. Odete e D. Lígia. A Paróquia caminhava a passos largos: encontros de catequese e perseverança, crisma, cursos para batismo e noivos.
Em 1991, assumiu como administrador paroquial, o Pe. Adenízio, reativando grupos como os Vicentinos, os Jovens, além da formação de coroinhas e Ministros e da implantação do Movimento da Mãe Rainha. Investiu também na formação bíblica e litúrgica. Após um ano como Administrador, tornou-se Pároco, assumindo também a Capela da Imaculada Conceição.

Como a luta não poderia terminar, novas reformas foram realizadas nestes onze anos nos quais Pe. Adenízio permaneceu na Vila Marlene.
Um marco importante neste período, graças ao esforço do Pe. Adenízio, foram as Santas Missões, realizadas ao longo de 2002, que mobilizaram toda a Paróquia e trouxeram um novo ardor à vida cristã da Comunidade. Um dos frutos das Santas Missões foi o surgimento da Comunidade Nossa Senhora Aparecida no Jardim Três Marias. A Comunidade continua viva e atuante em vias de conseguir um terreno para construção de sua Capela.

Em 12 de fevereiro de 2003, veio para nossa Paróquia, o Pe. Décio Miranda, como administrador paroquial, muito atencioso, porém com problemas de saúde que provocaram seu afastamento precoce, após oito meses de permanência. Então, no dia 17 de março de 2004, após a visita do Bispo Diocesano, Dom Nelson Westrupp, à Paróquia e à Capela, foi nomeado, Pe. Augusto César, como novo Administrador Paroquial, o qual foi posteriormente nomeado Pároco, em 31 de dezembro de 2005.

Tão logo nomeado, Pe Augusto, o Administrador Paroquial enfrentou seu primeiro grande desafio: reunir e unir as duas comunidades – Paróquia e Capela. Razão básica dessa união foi a construção da Casa Paroquial que demandou pouco mais de um ano. No dia 17 de julho de 2005, a Casa Paroquial foi inaugurada com Missa e Bênção, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Nelson Westrupp, que aprovou o dinamismo do novo Administrador Paroquial.

Aos poucos, a Paróquia foi crescendo. O povo da Comunidade animava-se com o entusiasmo e o carisma do Pe. Augusto. O número de fiéis foi aumentando e os desafios sendo vencidos com paciência, trabalho e bom senso. No final de 2005, Pe. Augusto César enfrentava seu segundo grande desafio: a Reforma e/ou Revitalização da Igreja Paroquial, em razão do Jubileu de Rubi da Paróquia. E, precisamente no dia 06 de outubro de 2006, – data da Criação da Paróquia – foram reabertas as portas da Igreja, com Celebração de Ação Graças pelos 40 anos de vida da Paróquia, com Bênção e Dedicação do Altar, presididas por Dom Nelson. O povo mostrava-se feliz, confiante e mais fiel do que nunca, vendo sua Igreja tão bela e aconchegante. Ninguém a reconhecia mais. Tudo era novo e exultava o louvor ao Senhor Onipotente. Tudo foi projetado e concretizado de acordo com as normas litúrgicas. Uma realização bem à altura do valor daquela Comunidade!

A Paróquia foi crescendo e novos desafios foram surgindo. A Paróquia necessitava de espaço físico para os cursos de formação, especialmente a catequese, as reuniões e encontros das diversas pastorais e grupos da Igreja. Pe. Augusto, apoiado e bem assessorado por membros da Comunidade, enfrenta mais esse desafio. Em maio de 2008 teve início a construção do Centro de Pastoral – uma construção de 600m², que se refere a dois andares que abrangem 11 salas.

No dia 12 de setembro de 2010, foi inaugurado este privilegiado espaço com Missa e Bênção, também presididas por Dom Nelson Westrupp, nosso Bispo Diocesano.

Em agosto de 2011 teve início a reforma do subsolo da Igreja que abriga a Casa Paroquial. Com o empenho de todos os membros da Comunidade, foi possível revitalizar esse espaço que hoje abriga uma aconchegante Casa Paroquial. A inauguração aconteceu com Missa e Bênção presididas por Dom Nelson, no dia 22 de março de 2012 – aniversário natalício do Pe. Augusto.

Em fevereiro de 2013 deu-se início à reforma externa da Igreja que consistiu em aberturas nas paredes da nave central para instalação de vitrais, além dos vitrais da fachada e da torre, com a reforma da Capela do Santíssimo, e o revestimento de todas as paredes externas, da calçada externa e reparos no telhado. A obra está em andamento.

Rendemos graças a Deus por todo bem que Ele fez à nossa Paróquia, de modo especial pelo fecundo ministério sacerdotal do Pe. Augusto. Muitas novas empreitadas nos esperam ainda, para consumação de outros objetivos no interesse dos fiéis da valorosa Comunidade da Paróquia.

Desta forma, concluímos o relato histórico de toda a jornada vivida por esta respeitada Comunidade e seu caminho em busca do Templo ideal para louvar e agradecer ao Senhor Todo Poderoso que nos propiciou este destino. Este relato tem por objetivo, também, homenagear a todos os valorosos membros da nossa Comunidade que não mediram esforços e sacrifícios, que contribuíram decisivamente para o seu desenvolvimento – este, sim, sem data, nem intenção, para terminar!

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