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Santa Filomena

Santa_filomenaNo dia 10 de cada mês, nossa Paróquia celebra a memória de Santa Filomena.  Acontecem missas às 15h e às 19h30. Em ambas as missas há a benção e a entrega do óleo e do cordão de Santa Filomena. 

História – Filha de um Rei de um pequeno Estado na Grécia e uma Rainha estéril, Filomena – que significa Filha da Luz (Filo = ‘Filha’ + Lumena = ‘Luz’) – nasceu de um milagre que converteu seus pais em cristãos. Quando o imperador romano Diocleciano declarou, injustamente, guerra a seu pai, este foi a Roma com sua família suplicar pelo seu povo. O imperador propôs paz desde que o Rei lhe desse a bela filha, então com 13 anos, em casamento. Filomena contestou o pedido, pois, no ano anterior, havia feito voto de virgindade, comprometendo-se com Jesus. O tirano imperador mandou torturar a garota, pensando assim convencê-la de seu intuito. Depois de 37 dias de sofrimento, Nossa Senhora lhe apareceu na prisão, a curou de suas chagas e lhe restituiu a beleza: “Sofrerás mais três dias, depois, Eu e meu amado Filho lhe levaremos para o céu”.

O imperador, ao ver-se vencido, mandou flechá-la, mas nem flechas de fogo a acertavam. Tomado pelo ódio, o tirano ordenou que a jogasse no rio Tibre com uma âncora no pescoço, mas um anjo a salvou. A multidão que presenciava esses prodígios se converteu e glorificou a Deus. Humilhado, o imperador deu ordens para que Filomena fosse decapitada. Assim, sua alma voou para o céu no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às 15h, como seu Divino Esposo.

Origem do uso do óleo – O azeite servia para acender as lamparinas diante da imagem de Santa Filomena. Certa vez uma mãe molhou o dedo no azeite e com ele ungiu os olhos de seu filho pequeno que ficou cego em conseqüência de varíola. No momento em que a mãe lhe ungiu as pálpebras, a criança recuperou a visão. Por isso se fazem as vigílias com lamparinas acesas em frente à imagem para preparar o óleo – o qual posteriormente é usado pelos devotos.

Origem do cordão – São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars (1786-1859), foi o maior difusor do uso do cordão. Usava-o e aconselhava a todos a usarem como grande ajuda contra as potências do inferno. Há cinco nós no cordão: três em honra a Santíssima Trindade e dois, à pureza e martírio de Santa Filomena. Contudo, ao rezar-se a novena ou coroinha, outros nós vão aparecendo, conforme as graças vão sendo alcançadas.

O cordão de Santa Filomena, abençoado pelo Papa Leão XIII em 30 de abril de 1884, é confeccionado por dois fios: o branco simboliza a virgindade; o vermelho, o martírio por amor a Jesus Cristo. O mesmo Papa concedeu cem dias de indulgência a todos que o usarem e rezarem a seguinte oração: “Ó Santa Filomena, virgem e mártir, rogai por nós para que, por meio de vossa poderosa intercessão, possamos obter a pureza de alma e de coração que conduz ao perfeito amor de Deus”.

Assim como o óleo, depois de abençoado pelo sacerdote, é distribuído no dia 10 de cada mês.

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